Plataforma de dados estratégicos do agronegócio no Brasil é lançada pelo governo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), lançou recentemente o portal do Observatório Agropecuário do Brasil. 

A ferramenta coleta dados de mais de 200 bases mapeadas nos quesitos: safras agrícolas, previsões climáticas e créditos rurais. 

Fornece ainda, uma riqueza em informações ilustradas representadas por mapas geográficos das áreas rurais brasileiras.

O sistema é aberto ao público e segundo o ministério responsável, tem como objetivo fortalecer e aprimorar a integração, gestão, acesso e monitoramento de dados e informações de importância estratégica para o setor agro e para o Brasil. O novo portal fornece diversas consultas e informações como:

  • Agricultura sustentável e meio ambiente; 
  • Aquicultura e pesca; 
  • Crédito rural; 
  • Produtos agrícolas; 
  • Informações climáticas de risco; 
  • Solos.

Em relação ao crédito rural, o usuário consegue utilizar a plataforma para consultar a quantidade e valor dos contratos, com filtros que oferecem visualização por período, fonte de recurso, programa, subprograma, atividade, região do país, estado e município.

O sistema também disponibiliza publicações dos diversos temas e setores como relatórios, informativos, revistas, planejamentos, boletins e cartilhas. 

O MAPA prometeu outras funções na plataforma até julho de 2021, como assistência técnica, questões fundiárias, agricultura familiar, pecuária de corte e comércio exterior. 

AFS: como essas 3 letras podem ser suas maiores aliadas no campo?

Todo o manejo da lavoura deve ser feito no tempo adequado. Colheita antecipada, atrasada ou sem uma boa regulagem de máquina reduzem a produtividade. Para evitar esse tipo de problema, conte com a tecnologia AFS! Ela permite que você monitore a performance da máquina em tempo real e registre as principais informações da colheita. Entenda como.

COMO FUNCIONA A TECNOLOGIA AFS?

A tecnologia AFS (Advanced Farming Systems) apresenta funcionalidades de orientação com alta precisão, repetição e criação de mapas de produtividade e plantio planejado, permitindo ao agricultor uma ampla visão para a tomada de decisões, seja no preparo do solo, plantio, pulverização ou colheita.

GPS E PILOTO AUTOMÁTICO

Entre as funções disponíveis, está a orientação por GPS e Piloto Automático. O AFS Guide para tratores, pulverizadores e colheitadeiras faz o direcionamento da máquina de maneira precisa, assim pode-se otimizar a produção, evitando desperdícios.

Com essa tecnologia, o operador pode concentrar-se na sua tarefa sem correr o risco de falhas ou sobreposição nas operações, mesmo trabalhando em condições de mau tempo ou à noite.

Já o Autopilot serve para diminuir o esforço do agricultor na operação das máquinas agrícolas sem perder tempo de trabalho nem rendimento no campo.

A gestão de precisão do terreno otimiza o consumo de combustível e de defensivos, reduzindo custos e garantindo a operação tanto em linhas paralelas quanto em linhas retas, curvas, pivô e percursos irregulares.

AFS DESKTOP

Além da instalação do equipamento na máquina, o sistema AFS também oferece o software para escritório. Através do programa, o agricultor poderá gerenciar sua propriedade através de mapas de produtividade e relatórios analíticos, combinando informações da máquina, do operador e do cultivo para ter uma análise histórica da produção. Assim, safra após safra, ele poderá otimizar a atividade e o uso de recursos a cada novo plantio.

E sabe o que é melhor nisso tudo? Você pode usufruir de todo esse conforto e desempenho agora mesmo com a Bugio Tratores. Entre em contato conosco e teremos o prazer em te ajudar a escolher seu equipamento de acordo com as suas necessidades específicas, levando em consideração as peculiaridades da sua lavoura e o seu modo de trabalho.

Planejamento agrícola diminui custos durante as safras

Veja dicas e ações que contribuem para o seu bolso e garantem uma produção eficiente e rentável

Antes do plantio de cada safra, preocupações relacionadas aos custos afetam muitos produtores rurais, pois as despesas são altas e os gastos fora do planejado podem comprometer a vantagem competitiva no mercado e trazer prejuízos para a lavoura. Por isso, muitos produtores estão buscando métodos que evitam desperdícios na produção e formas de otimizar os processos.

Primeiramente, é importante saber exatamente os custos da safra agrícola e fazer uso de métodos e tecnologias que otimizem a gestão. Para saber os custos reais, é preciso colocar no papel os processos de produção, desde a preparação do solo até a comercialização da safra. Entre os principais elementos estão:

– Insumos agrícolas;

– Tarefas e serviços que demandam custos;

– Pagamento de mão de obra;

– Despesas com as máquinas.

Dessa forma, você saberá exatamente a demanda financeira que necessitará, evitando imprevistos e possibilitando também uma visão geral nas tarefas críticas da produção, direcionando suas decisões estratégicas em relação à safra atual.

Custos com maquinários

Os custos dos equipamentos usados durante a safra devem ser levados em conta, tais como: a compra de implementos novos; combustível; gastos com manutenção; eficiência dos equipamentos, horas trabalhadas por hectare, além da quantidade de máquinas utilizadas e a vida útil do bem.

Desperdícios na lavoura

Evite manter insumos e produtos parados no estoque, calcule a quantidade exata para que o investimento não fique estagnado. Planeje rotas de escoamento e o transporte da produção para que o giro do investimento seja alcançado no período correto.

Equipamentos de qualidade

A qualidade dos equipamentos agrícolas é imprescindível, desde o plantio até a colheita, afinal, o tempo perdido arrumando possíveis problemas podem comprometer a produção da safra. Por isso, na hora da compra é preciso avaliar a eficiência e qualidade das máquinas e implementos. A Bugio Tratores trabalha com toda eficácia dos produtos Case IH. Entre em contato e saiba mais.

Dicas de como armazenar e manter a qualidade dos grãos

A armazenagem dos grãos depende de diversos fatores. Confira algumas dicas para você manter a qualidade e a sanidade dos grãos durante o período de armazenagem.

Limpeza dos silos: Fazer a limpeza do local é essencial para evitar a proliferação de insetos e animais.

Grãos secos: Para a armazenagem de grãos a longo prazo é necessário secar os grãos, tirando toda umidade, para evitar que a safra apodreça.

Controle da temperatura: O controle da temperatura durante a armazenagem dos grãos é essencial, manter o local arejado e conforme a temperatura da estação.

Verificação dos grãos: Verificar a situação da armazenagem é imprescindível, pois caso haja problemas com insetos, odores e temperatura, ainda é possível controlar e remediar, antes de maiores perdas.

Brasil pode ser um dos maiores produtores mundiais de trigo

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, acredita que o Brasil pode alcançar o posto dos líderes mundiais na produção de trigo. 

Ele acredita que nenhum país entre os trópicos tem a competência brasileira na produção de alimentos, fibra e bioenergia em termos de tecnologia. A cultura tem muito espaço para crescimento no país, falou.

Moretti destaca que só o Brasil produz trigo tropical. Apesar de serem áreas pouco representativas, as produtividades são consideradas muito boas. O Ceará planta trigo irrigado bem próximo da linha do Equador. E lavouras nos arredores de Brasília já colhem cerca de 8 toneladas por hectare, o dirigente destaca que é preciso quebrar barreiras técnicas e burocráticas para crescer ainda mais.

Há questões comerciais que precisam ser tratadas, mas essa não é nossa seara. Nós da Embrapa desenvolvemos soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, disse.

Durante o 26º Congresso Internacional da Indústria do trigo, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), em Campinas, São Paulo, Moretti falou sobre o orçamento da Embrapa que, hoje, depende em grande parte do governo federal. Ele observou, porém, que a empresa busca captação de recursos junto ao setor privado.

Nesse sentido, ele considera importante a aprovação no Senado Federal de um projeto que inclui, entre os recursos da Embrapa, os oriundos da exploração comercial de tecnologias, produtos e serviços desenvolvidos pela empresa. A medida fomenta a pesquisa e favorece um incremento na concorrência no setor. 

Ainda que já viéssemos buscando recursos junto ao setor privado, esses royalties permitirão uma maior robustez da estrutura da Embrapa, comemorou.

Fonte: Revista Canal Rural

O que interfere no peso dos grãos de soja?

O peso de grãos é um importante componente de produtividade das lavouras. É o último fator a ser definido e por isso sofre influências ao longo de todo o ciclo da cultura. Basicamente, os grãos da soja são compostos por água, proteínas, lipídeos, carboidratos e minerais. Através da fotossíntese acontece a produção de fotoassimilados que realizam o enchimento do grão. Ela é realizada em grãos clorofilados, mas principalmente nas folhas. Assim, as folhas se tornam órgãos essenciais, funcionando como fábricas de compostos orgânicos que são direcionados para o enchimento dos grãos. As folhas são a fonte de energia.

Qual o impacto da perda antecipada de folhas?

Durante o crescimento vegetativo, as plantas armazenam fotoassimilados em folhas, hastes, pecíolos. No período reprodutivo, grande parte da energia produzida e armazenada é redirecionada para a formação de flores, legumes e enchimento de grãos. Flores, legumes e grãos são drenos de energia. Em soja, cada folha tem uma importância ímpar para a formação e enchimento de grãos do seu nó. Isso ocorre devido a eficiência de redistribuição das reservas internas a curtas distâncias. Quando acontece a perda das folhas, as reservas de fotoassimilados também se perdem. Com isso, o nó da folha precisará receber fotoassimilados de outros, gerando uma forma de competição. Isso reduzirá o peso dos grãos, devido à menor disponibilidade de fotoassimilados para enchimento.

Doença gera gasto de energia

As plantas possuem duas rotas principais de metabolismo quanto à finalidade de direcionamento da energia produzida ? o metabolismo primário e o metabolismo secundário. No metabolismo primário, a planta usa a energia para crescimento, desenvolvimento de estruturas reprodutivas, formação e enchimento de grãos. Esse é o metabolismo principal do funcionamento padrão da planta.

No metabolismo secundário, a planta desvia parte da energia disponível para produção de compostos de defesas contra estresses diversos, como por exemplo, a presença de uma doença. Essa rota gasta energia a qual poderia ser direcionada para produção de grãos.

Por isso, a presença de doença é sinal de gasto desnecessário de energia.

A importância do fungicida nesse cenário

Os fungicidas são fundamentais para proteção das folhas, mantendo-as sadias por mais tempo, ativas fisiologicamente, eficientes na produção de fotoassimilados e livres de estresses que desviam para o gasto de energia com defesas. O uso de bons produtos contra o ataque de fungos garante ganhos substanciais em peso de grãos e consequentemente em produtividade.

Fonte: Agro.Bayer

Agricultura digital: entenda o que é, vantagens e como fazer

Agricultura digital é um conjunto de tecnologias que auxiliam o produtor nas atividades rurais. Isso inclui softwares e dispositivos que coletam e analisam dados sobre a lavoura para viabilizar a automação e dar base para decisões estratégicas. Saiba mais sobre as novas tecnologias que estão sendo aplicadas nas propriedades rurais e entenda o real impacto que exercem na produção!

O que é agricultura digital?

A agricultura digital, ou Agricultura 4.0, herdou esse nome da Indústria 4.0. Assim como sua antecessora, ela reúne tecnologias para otimizar as atividades do campo por meio de conectividade, sensoriamento remoto, entre outras ferramentas relativas à tecnologia da informação. Todos esses instrumentos de TI empregados na propriedade rural terão a função de coletar e analisar dados sobre o clima, o solo, a lavoura e os equipamentos. Munido dessas informações, o sistema consegue entender as variabilidades que ocorrem dentro da fazenda e, assim, propor as melhores soluções, como pulverização, adubação em taxas variáveis e planejamento mais preciso na aplicação de defensivos.

QUAIS SÃO AS VANTAGENS?

Aumento da produtividade

Com as ferramentas que orientam o produtor no melhor aproveitamento do solo e dos insumos, a produtividade da fazenda aumenta substancialmente, produzindo mais, com menos recursos e com maior qualidade.

Redução de custos

Por meio do auxílio da tecnologia, o produtor consegue medir e enxergar onde ele erra. A agricultura digital vem muito voltada a isso: conseguir mensurar os processos e auxiliar nas decisões estratégias capazes de reduzir o desperdício.

Aumento da eficiência

Por meio de equipamentos conectados, o produtor consegue medir sua eficiência operacional e, com isso, fazer modificações que possam otimizar ainda mais seus resultados.

Que desafios são encontrados na implementação?

Temos o problema da conectividade, pelo menos nos países em desenvolvimento. As ferramentas da agricultura digital no campo precisam, em sua maioria, de uma conexão com a internet, recurso escasso nas grandes propriedades rurais brasileiras. Como forma de vencer essa barreira, algumas empresas conseguem conectar as máquinas por meio de um sinal de rádio emitido a partir de um escritório central na fazenda. Esse local recebe a conexão com a internet e a transmite via rádio para locais mais distantes da propriedade.

Não há dúvidas de que a agricultura digital é uma tendência que veio para ficar e está revolucionando o agronegócio. Não fique para trás e faça você também parte dessa revolução. Conte com os produtos Case IH para elevar o potencial da sua lavoura com mais tecnologia e rentabilidade.

Com informações de: Revista Atallea Agronegócios 

Manejo e monitoramento no controle da lagarta da soja

As lagartas são as piores pragas conhecidas para vários tipos de culturas. Elas infestam as lavouras e se alimentam principalmente das folhas, apesar de também comerem as flores e os grãos das plantas. Com isso eliminam grande parte da área foliar, o que diminui a quantidade e a qualidade dos grãos colhidos e, consequentemente, reduz consideravelmente a produtividade de toda a lavoura.

A necessidade de controle e uso intensivo de produtos com mesmo modo de ação, ao longo do tempo, fez com que surgisse inúmeros tipos de lagartas com maior tolerância, complicando bastante a vida do produtor principalmente se o manejo da lavoura não é feito de forma adequada. Nem a biotecnologia adotada para reforçar a soja contra pragas consegue ser plenamente efetiva.

A chamada Soja Bt é modificada geneticamente para maior resistência e obteve ótimos resultados iniciais para controle das lagartas que atacam essa lavoura. Hoje, porém, as lavouras que usam essa tecnologia sofrem com a presença de alguns tipos de lagartas contra as quais a biotecnologia não é efetiva, principalmente as do gênero Spodoptera, como a Lagarta-das-vagens. Na soja convencional (sem a tecnologia Bt), apesar dos programas de manejo adequados, as do gênero Chrysodeixis ? a conhecida Lagarta-falsa-medideira – continuam causando transtornos ao produtor, assim como os surtos da Helicoverpa, lagarta extremamente agressiva e responsável por enormes prejuízos nas lavouras de soja. Conheça mais sobre as lagartas que dificultam a vida do agricultor

Lagarta-das-vagens (Spodoptera eridania)

Como o próprio nome comum indica, as lagartas do gênero Spodoptera são conhecidas por atacarem as vagens da soja. Além disso podem destruir plantas recém-germinadas, causando a redução do estande. Durante o ataque às vagens essas lagartas se escondem dentro das plantas, o que dificulta a ação dos inseticidas utilizados para seu controle.

Falsa-medideira (Chrysodeixis includens)

São esverdeadas, com listras brancas longitudinais pelo seu corpo. Quando ainda pequenas são confundidas com a lagarta-da-soja em estágios iniciais – no entanto, é mais tolerante ao controle químico com o uso de produtos convencionais.

Lagarta-do-velho-mundo (Helicoverpa armigera)

Conhecida como Helicoverpa, essa praga ocorre em várias culturas além da soja. Ela causa desfolha nas plantas da soja e, na fase reprodutiva da planta, ataca as vagens, alimentando-se dos grãos. Pode desenvolver resistência aos inseticidas se não for realizado o manejo integrado com outras pragas.

Para combater estes verdadeiros inimigos da produtividade, foram desenvolvidos diversos tipos de inseticida favorecendo um alto índice de controle sobre as lagartas. Concomitante a aplicação dessas substâncias, se faz necessário o uso de equipamentos que permitam uma maior cobertura de pulverização, por isso, a Bugio Tratores conta com os Pulverizadores Patriot Case IH, que garantem uniformidade na aplicação, além de um maior rendimento e performance excelente em diversos aclives. 

Fonte: Portal Syngenta

Produção de grãos no Brasil será de 238 mi de toneladas

O 9º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgado em junho, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a produção no Brasil para este período pode chegar a 238.9 milhões de toneladas. Este número representa um aumento de 4,9% ou 11.2 milhões de toneladas, comparado com a safra de 2017/18. A área plantada deve ficar em 62.9 milhões de hectares, registrando um crescimento de 1,9%, em relação à safra anterior. Os maiores aumentos de área identificados são de soja (672.800 hectares), milho segunda safra (795.300 hectares) e algodão (425.000 hectares).

A produção do milho primeira safra está estimada em 26.3 milhões de toneladas. O destaque é para a região Sul do País, que representa mais de 45% desse total. Houve uma redução de 2% na área cultivada para esta cultura, especialmente em Minas Gerais, Maranhão e no Piauí. Já o milho segunda safra teve aumento de 31,1% na produção, impulsionado principalmente pelos incrementos esperados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A área cultivada também alcançou um acréscimo de 6,9%, em comparação a 2017/18.

A soja deve alcançar uma produção de 114.8 milhões de toneladas, 3,7% a menos do que a safra 2017/18. Deste total, 78% estão nas regiões Centro-Oeste e Sul. Houve crescimento de 1,9% na área de plantio. A produção de arroz está prevista em 10.5 milhões de toneladas, 12,9% menor que a safra passada, principalmente em razão das reduções ocorridas nos estados produtores de destaque: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Tocantins.

Finalmente, para o feijão primeira safra houve uma redução de 13,2% na área e 22,8% na produção estimada em comparação a 2017/18. O destaque foi para as variações de área no Piauí e no Paraná. O feijão segunda safra teve 1.47 milhão de hectares cultivados, com destaque para Ceará, Mato Grosso e Paraná, como as maiores áreas plantadas neste período. O plantio do feijão terceira safra ainda está em andamento, com estimativa de área semeada de 591.000 hectares.

Safra inverno 2019

Com o início do plantio, a partir de abril, estima-se a produção das culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale) em 0,80% superior à obtida em 2018.

Fonte: Sociedade Nacional da Agricultura

Conheça a mancha cinzenta da folha do milho

A mancha cinzenta ou mancha de cercosporiose na folha do milho é a doença cercosporiose. Que em condições favoráveis e alta incidência, pode provocar perdas superiores a 80%. A disseminação da cercosporiose ocorre através de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva. Assim, os restos de cultura são fonte de inóculo local e para outras áreas de plantio. A ocorrência de temperaturas entre 25 e 30 o C e umidade relativa do ar superior a 90% são consideradas condições ótimas para o desenvolvimento da doença. O sintoma típico da cercosporiose se caracteriza por manchas de coloração cinza, predominantemente retangulares, com as lesões desenvolvendo-se paralelas às nervuras. Geralmente os sintomas são observados inicialmente nas folhas mais velhas das plantas. Com o desenvolvimento dos sintomas da doença, as lesões podem coalescer, levando a uma queima extensiva da folha. Em situações de ataques mais severos, as plantas tornam-se mais predispostas às infecções por patógenos no colmo, resultando em maior incidência de acamamento das plantas.

As cloroses e necroses nas folhas estão associadas com a produção de uma toxina denominada cercosporina. Esta toxina antecede à expansão das lesões, promovendo a destruição das membranas celulares, e posterior morte das células. A ação da toxina na folha é facilmente notada ao se voltar a folha doente contra a luz, ficando visível um halo arredondado em torno da lesão. O milho é uma planta extremamente sensível à perda de área foliar e, quando esta perda ocorre prematuramente, como a ocorrência de cercosporiose em plantas jovens, poderá resultar em consequências diretas para a produção. A redução da área foliar ativa levará à redução da produção dos fotossintatos, que seriam utilizados para enchimento de grãos, acarretando em uma redução drástica da produtividade.

Quando a destruição foliar é intensa, a planta procurará compensar esta perda de produção de carboidratos, recorrendo-se das reservas de açúcares do colmo, enfraquecendo-o e propiciando a colonização deste por outros fungos, como Colletotrichum, Gibberella, Fusarium ou Stenocarpella, causadores de podridões do colmo do milho. Essa colonização irá causar apodrecimento do colmo e consequente tombamento prematuro da lavoura, trazendo prejuízos ainda mais severos.

Como medida de controle desta doença recomenda-se evitar a permanência de restos da cultura de milho em áreas em que a doença ocorreu com alta severidade, objetivando a redução da fonte de inóculo do patógeno na área; realizar a rotação com culturas não hospedeiras, como soja, sorgo, girassol e algodão; evitar o plantio sucessivo de milho na mesma área; plantar cultivares diferentes na área; realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas, pois a relação nitrogênio/potássio é importante no estabelecimento da doença; e o uso de fungicidas, que auxiliam no controle desta doença.

Com informações: Agrolink